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quinta-feira, 7 de maio de 2009

A carta de Jesus.

Pedi à samaritana água para beber, pedi a Zaqueu para me hospedar na sua casa, pedi a um burro para entrar em Jerusalém… e pouco mais.

Num retiro, em Fátima, foi-nos entregue uma carta de Jesus da qual retirei a frase de cima. A ideia era respondermos aos pedidos que Jesus nos colocava nessa carta. Não os enumero pois não passavam de um chorrilho de lugares comuns, mais próximos da sabedoria perene, do que de uma reflexão espiritual.

Irritado com toda a pobreza deste tema respondi assim:

A samaritana deu de beber a um Judeu, como uma serva serve o seu amo, Zaqueu tinha a melhor casa da aldeia e estava mortinho de curiosidade por conhecer Jesus, e o burro, esse, sobre as suas patas, seguia para onde o guiavam.

Cristo é agora um irmão nosso, surgindo-nos no rosto do pobre, do indigente, do próximo e do excluído, e pede-nos que O ajudemos, sem uma mão para nos guiar no caminho. Que O ajudemos, não no conforto do nosso lar, mas junto dos nossos irmãos onde quer que estes se encontrem.

É uma cruz demasiado pesada para um jumento, poço demasiado fundo para a corda que segura o balde, e casa sem telhado nem porta para nos proteger. Não sei se serei capaz, senão fazendo o caminho passo a passo, dia a dia, oração a oração… talvez seja isso mesmo que Ele me esteja a pedir.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jantar Solidário

Lamentamos sempre que só no Natal nos recordemos deles… mas como ao longo do ano não encontro eu tempo para mais, pelo menos que nesta quadra encontre a disponibilidade para uma noite. Não procuro com isso salvar o mundo ou fazer a diferença, talvez tão somente por uma noite construir essa diferença no meu coração e nas minhas atitudes. Que da Salvação sabe Deus Nosso Senhor e a tanto não devemos presumir.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Os salvadores do mundo.

Temos que ser os salvadores do mundo e não os seus sofredores.

Esta foi uma das mensagens que escutei nas Jornadas Missionárias. Sempre que participo num destes encontros, escuto palavras de entusiasmo, de abertura e de anti-conformismo.

Escuto padres, Bispos e académicos alertarem para a necessidade de uma pastoral de preposição, por oposição à pastoral da inculcação; fala-se de uma igreja para além dos sacramentos, uma igreja verdadeiramente missionária ao serviço da caridade e do anúncio da Palavra.

Mas depois regresso à minha paróquia... hoje já não me desiludo, mas guardo a experiência colhida para mim, pois nada mais posso fazer com ela.

O Prof. Juan Ambrósio recordou-nos uma máxima pagã: Não acredito nos Cristãos porque eles não têm cara de gente salva.