quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Um velho malfeitor

Uma antiga história dos monges do deserto fala de um velho malfeitor que se sentiu mal e, percebendo que estava a morrer, bateu à porta de um mosteiro.
“Deus terá misericórdia de mim”, disse o malfeitor ao monge que viera socorrê-lo. “Como podes estar assim tão certo?”, respondeu o monge. “Porque é o seu ofício”, replicou o malfeitor.

Moral da história: no Reino de Deus até um velho malfeitor pode fazer teologia… e dar-nos uma lição.
(Pe Amedeo Cencini, in O Pai Pródigo, ed. Paulinas)

É curioso que o pe Amedeo conte esta história exactamente na abertura de uma das suas conferências. O mistério de Deus revela-se a qualquer homem; e sendo assim, qualquer um nos pode brindar com elucubrações teológicas.

Esta história, apanhada ao acaso enquanto remexia nos meus livros, que mais do que ler, espalho abundantemente por todos os cantos, apanhou-me num momento de reflexão sobre este blog.

Serei eu um velho malfeitor, que atravessando um momento de deserto pessoal, tenta obter os cuidados de um monge?

12 comentários:

Fa menor disse...

António,
todos temos um pouco de "velho malfeitor", todos temos momentos de deserto, todos precisamos de um "monge" que nos socorra... e é nessas alturas que mais nos devemos voltar para Deus. E é nessas alturas que Ele vem ao nosso encontro. Não podemos desperdiçar a oportunidade.

Bjinhos

Fa-

antonio disse...

Claro Fa, tens toda a razão, talvez Deus me tenha ajudado a encontrar respostas, fazendo-me ler esta história.

Sandra Dantas disse...

Linda história!
Sim, no reino de Deus todos podem fazer teologia e o "nosso ofício" é estar atentos e aprender de tudo e de todos!
Nos momentos de deserto Deus manda-nos muitos sinais, é preciso saber lê-los!

Um abraço amigo!

malu disse...

Precisas de ajuda para arrumar os livros? Para as tuas "ideias" não precisas e espero que da tua reflexão, resulte a continuação das tuas belas partilhas ;)

Abraço grande António!

antonio disse...

Malu, os livros e o escritório... já agora .

joaquim disse...

Caro António
Estou de acordo ali com a Fa que de velhos malfeitores todos temos um pouco, então eu!!!!
Mas Ele que é fiel, (não pode deixar de o ser), está ali sempre para nós e às vezes até nos dá respostas dessas para fazer com que todos pensemos na Sua bondade.
um Padre amigo conta muitas vezes a história da rapariga que todos os dias entrava numa igreja e se colocava diante do sacrário em silêncio durante uma hora.
O Pároco dessa igreja intrigado perguntou-lhe ao fim de uns tempos:
- O que é que a menina aqui vem fazer todos os dias, se não a vejo rezar, nem tem o terço nas mãos, enfim parace que nada faz.
E ela respondeu humildemente:
- Ah eu venho apenas fazer-Lhe companhia, porque Ele está tantas vezes sozinho aqui!

Abraço amigo em Cristo

Maria João disse...

E se fores, Deus ajuda-Te. Ele é Amor e Misericórdia.

Quem não comete asneiras? Os primeiros podem ser os últimos e os últimos os primeiros. Já o diz a Bíblia.

S. Paulo também perseguia os cristãos e agora... Aliás, na Bíblia e ainda hoje em dia, Jesus continua a chamar os pecadores. Eles é que precisam de médico.

beijos em Cristo

antonio disse...

Muitas vezes rezamos sem Lhe fazer companhia...

PDivulg disse...

Como Deus tudo perdoa e sempre, isso dá-nos a "ilusão" da liberdade quase até ao fim da vida...

慢慢來 disse...

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Anónimo disse...

Um monge vivia no deserto há 50 anos. Um dia ele estava no topo da menor e única elevação topográfica daquela vastidão nivelada, erma e ignota. Era a menor, não passava de um pequeno monólito de 2m de altura. Um ilustre, destemido, súbito e fugaz visitante o divisou de longe porquanto transmutou-se como que alguém minúsculo no topo de uma grande montanha configurada na relatividade da imensidão aberta e silenciosa daquele deserto no Egito. O visitante aproximou-se. Os 2 se fitaram, o visitante tinha um olhar de busca de fogo, o monge sereníssimo. Os 2 ficaram em silêncio alguns segundos. Os ponteiros do intelecto do visitante foram a mais de mil, quando o monge irrompe o silêncio que demorou uma eternidade e diz: "me diga uma coisa, Alexandria ainda existe?"...:)